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Portuguese Poetry

Neste espaço cibernético acessível a todos o utilizadores da inter-rede, coloco algumas das minhas poesias escritas na língua pessoana, que considero serem as de maior relevo artístico. Dedicadas na maior parte dos casos ao meu género oposto, como forma de consagração apaixonante, e com o intuito de extravasar para o grafismo visual as sensações momentâneas, como se se tivesse apoderado da minha alma um propósito de deixar um legado poético em homenagem às deusas que conheço e conheci. Existe alguma deificação natural na mulher, se Da-Vinci elaborou em tempos aquele famoso retrato do homem vitroviano, relevando as proporções divinas e naturais da anatomia humana, enunciando que o homem é criação divina pois as formas naturais do seu corpo enquadram-se na perfeição num quadrado e num círculo, figuras geométricas elementares e quase divinas; eu no entanto considero que é na mulher que se encontra a divindade corporal e anatómica. Não me rejo por padrões estéticos clássicos, em que poderemos observar aquelas soberbas estátuas de homens musculados, em posições quase inalcançáveis, fazendo sobressair a quase subliminar atracção latente que os Gregos e os Romanos tinham pelo corpo masculino. Eu cinjo-me pelos preceitos do Romantismo, e encaro na mulher a fonte de inspiração para todos os escritos artísticos, quer poéticos, quer prosaicos. As suas duplas protuberâncias peitorais que relembram os magicais monumentos altivos numa qualquer catedral gótica Europeia, ou relembram mesmo quem sabe as cúpulas de muitos monumentos de traços sufistas que podem ser observados por paragens arabizantes; as proporções femininas entre anca e a cintura, cuja razão não obedece ao clássico conceito de número áureo, mas obedece quem sabe a um número mais belo e divino, a fracção dois terços. Os traços faciais femininos obedecem a tratados e postulados matemáticos, que embora não sejam facilmente esquadrinhados, uma mente deveras brilhante poderia, transformar para o campo abstracto da matemática a deidade numérica que está latente num rosto feminino. Não seria simplesmente fazer a sua representação pictórica através de sensores fotográficos, tal seria uma transversão básica e banal, seria necessário um génio observar um rosto feminino divino, absorver o que contemplara, e deixar-se envolver emocionalmente e de seguida transpor para o campo da abstração matemática o que tinha nutrido sensorial e apaixonadamente.

A todas as Deusas que conheci e conheço dedico estas poesias.

Aqui dedico um pentagrama sonetial à mulher mais carinhosa a afável do planeta, à doce Nádia.

Aqui estão grafadas vinte e quatro estrofes dedicas às doze pétalas da doce Flor.

Uma obra poética que retrata a ancestral dicotomia entre o desejo tentativo e a razão que preserva a castidade e a moral. O Auto da Tentação.

Toda a minha profusa obra poética, pode ser lida e observada aqui.

Saudações artístico-poéticas.